O 7.º C em Acção!

Blog da Turma

Apresentação breve Setembro 21, 2008

Filed under: Informações — ebco @ 7:00 pm

Este espaço, criado no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa, é dos alunos do 7.ºC da EB 2-3 Conde de Oeiras.

 

O Conto Popular Janeiro 7, 2009

Filed under: Uncategorized — ebco @ 1:22 pm

O conto é um tipo de narrativa que se opõe, pela extensão, quer à novela, quer ao romance. De facto, é sempre uma narrativa pouco extensa e a sua brevidade tem implicações estruturais: reduzido número de personagens; concentração do espaço e do tempo, acção simples e decorrendo de forma mais ou menos linear.
Embora o conto seja hoje uma forma literária reconhecida e utilizada por inúmeros escritores, a sua origem é muito mais humilde. Na verdade, nasceu entre o povo anónimo. Começou por ser um relato simples e despretensioso de situações imaginárias, destinado a ocupar os momentos de lazer. Um contador de histórias narra a um auditório reduzido e familiar um episódio considerado interessante. Os constrangimentos de tempo, a simplicidade da assembleia e as limitações da memória impõem que a “história” seja curta. Essas mesmas circunstâncias determinam, como já vimos, a limitação do número de personagens, a sua caracterização vaga e estereotipada, a redução e imprecisão das referências espaciais e temporais, bem como a simplificação da acção.
Dada a sua origem popular, o conto de que falamos aqui não tem propriamente um autor, entendido como um ser humano determinado, ainda que desconhecido. Na realidade ele constitui uma criação colectiva, dado que cada “contador” lhe introduz inevitavelmente pequenas alterações (“Quem conta um conto, acrescenta um ponto.”).
Por outro lado, é bom ter consciência de que os contos populares com que hoje nos defrontamos são diferentes daqueles que, durante séculos, foram transmitidos oralmente de geração em geração. Em primeiro lugar, porque o seu registo por escrito implicou necessariamente alguma re-elaboração. Em segundo lugar, porque no acto de narração oral o código linguístico era acompanhado por outros códigos, variáveis de contador para contador e irreproduzíveis na escrita (a entoação, a ênfase, os movimentos corporais, a mímica…).
Também não podemos esquecer que o auditório estava fisicamente presente e condicionava o acto de narração, fazendo comentários ou perguntas e restringindo, com a sua censura implícita, a imaginação criadora do contador. É essa censura latente que ajuda a compreender a permanência dos elementos essenciais, independentemente do tempo e do espaço.
O interesse dos intelectuais pelo conto popular surgiu no século XVII, quando, em 1697, Charles Perraut publicou a primeira recolha de contos populares franceses, que incluía histórias tão conhecidas como “A Gata Borralheira”, “O Capuchinho Vermelho” e “O Gato das Botas”. Esse interesse pela literatura popular acentuou-se no século XIX, com os trabalhos dos irmãos Grimm, na Alemanha, e Hans Christian Andersen, na Dinamarca. Em Portugal destacaram-se nessa tarefa investigadores como Teófilo Braga, Adolfo Coelho, Leite Vasconcelos e Consiglieri Pedroso. O próprio Almeida Garrett recolheu no seu Romanceiro numerosas narrativas em verso, que são afinal parentes próximos do conto popular.

Estrutura

Fruto da sua origem oral, estes contos têm quase sempre uma estrutura muito simples e fixa. As próprias fórmulas inicial (“Era uma vez…”) e final (“…e foram felizes para sempre.”) revelam isso. Essa estrutura pode ser traduzida da seguinte forma:

 ordem existente — situação inicial;
 ordem perturbada — a situação de equilíbrio inicial é destruída, o que dá origem a uma série de peripécias que só se interrompem com o aparecimento de uma força rectificadora;
 ordem restabelecida.

Personagens

A caracterização das personagens é sumária e estereotipada: os heróis concentram em si os traços positivos, enquanto os vilões evidenciam todos os aspectos negativos da personalidade humana. Dessa maneira personifica-se o bem e o mal e manifesta-se insistentemente a vitória do primeiro sobre o segundo.
A caracterização indirecta prevalece sobre a directa, visto que é sobretudo pelas suas acções que as personagens revelam o seu carácter.

Tempo e espaço

A fórmula inicial (“Era uma vez…” ou outra equivalente) remete para o passado e, desse modo, funciona como um sinal de que se vai passar do mundo real para um mundo irreal, o mundo da fantasia, onde tudo é possível. Esse mergulho no imaginário termina com a fórmula final: “…e viveram felizes para sempre.”
Ao longo do conto as indicações de natureza temporal são sempre limitadas e vagas, não permitindo determinar com rigor a duração da acção ou a localização num contexto histórico preciso. O mesmo acontece relativamente ao espaço: um palácio, uma casa, uma fonte, uma floresta…
Na verdade, as vagas referências espácio-temporais aparecem apenas porque são uma exigência da narrativa, visto que nada acontece fora do tempo e do espaço. Não é o onde nem o quando que interessa, mas sim o que acontece, a acção. As próprias personagens são um mero suporte da acção, daí a sua caracterização estereotipada.

A conjugação dessas características (personagens estereotipadas e espaço e tempo indeterminados) concede às histórias um carácter atemporal e universal, que permite a sua reactualização permanente: é algo que poderia acontecer em qualquer tempo e em qualquer lugar.

Simbologia

Os contos tradicionais estão carregados de simbologia: dizem mais do que parecem dizer. A manifestação mais evidente é a referência sistemática ao número três, símbolo da perfeição desde tempos imemoriais. Mas há mais… A rosa aparece como símbolo do amor puro e total. O beijo desperta e faz renascer. A heroína é frequentemente a mais nova (e por isso a mais pura e inocente) e afirma-se por oposição às irmãs mais velhas e mesmo aos pais. O herói quase sempre tem que enfrentar uma série de provas antes de alcançar o objecto — símbolo do amadurecimento que fará dele um homem. Outras vezes sai da casa paterna em busca da autonomia.

Funções (importância) do conto

Em maior ou menor grau, o conto popular tinha as seguintes funções:

 preencher os tempos de lazer;
 propor aos ouvintes modelos de comportamento;
 transmitir os valores e concepções do mundo próprios daquela sociedade.

Em síntese, podemos dizer que os contos tinham (têm) uma função de entretenimento e uma função educativa. Por um lado, constituíam uma das formas de ocupar os tempos livres, geralmente os serões, reforçando os laços de convivialidade entre os membros da comunidade e despertando a imaginação dos assistentes; por meio deles era possível compensar a dureza e a monotonia da vida quotidiana, fugindo para mundos distantes e vivendo papéis e situações empolgantes. Por outro, concediam aos mais velhos um instrumento privilegiado para levarem os mais novos a interiorizarem valores e comportamentos considerados aceitáveis.

Classificação dos contos populares

São muitos os temas tratados nos contos populares, daí que sejam possíveis várias classificações. Por comodidade podemos reduzi-los a cinco tipos:

 maravilhosos ou de encantamento;
 de exemplo;
 religiosos ou morais;
 de animais;
 etiológicos (relativos à fundação de um local).

Bibliografia consultada:

COSTA, Fernanda et allii (1997). Caminhos, Português A – 10º ano, Porto, Porto Editora
GUERRA, João ª F. e José ª S. VIEIRA (1997). Aula Viva, Português B – 10º ano, Porto, Porto Editora
MOREIRA, Vasco e Hilário PIMENTA (1997). Dimensão Comunicativa, Português B – 10º ano, Porto, Porto Editora.
PINTO, Elisa Costa et allii (1997). Plural, Português B – 10º ano, Lisboa, Lisboa Editora.
REIS, Carlos e Ana Cristina M. LOPES (1987). Dicionário de Narratologia, Coimbra, Liv. Almedina.

http://www.terravista.pt/mussulo/4040/

 

O Cavaleiro da Dinamarca Novembro 24, 2008

Filed under: Leituras — ebco @ 2:58 pm

O Cavaleiro da Dinamarca É esta a obra que estamos a ler…

Confronta a tua leitura com esta apresentação/estudo da obra: O Cavaleiro da Dinamarca

Aprende mais sobre a autora (Sophia de Mello Breyner Andresen) aqui:

http://www.ecolenet.nl/tellme/poesia/sophia.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner

http://www.instituto-camoes.pt/cvc/figuras/smellobreyner.html

Excelente Roteiro da Obra: http://www.malhatlantica.pt/netescola/lportuguesa/port7%C2%BAroteirocd.htm

Sugestão: Comenta a tua leitura aqui! Gostas, não gostas, porquê?

 

Os tipos e formas da frase Outubro 29, 2008

Filed under: Semântica — ebco @ 11:44 am
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Visita estas ligações e age em conformidade.🙂

http://www.prof2000.pt/users/didiefe/74formtipfr.htm

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/lp/3.2.t_frase3.htm

http://pwp.netcabo.pt/0511134301/tipos.htm

http://www.slideshare.net/rsn/tipos-e-formas-de-frase

Faz, se quiseres, os exercícios que te são propostos nestes URLs Podes, posteriormente, deixar aqui os teus comentários.

Lembra-te que estás a trabalhar para TI. Lembra-te que deves aproveitar o tempo.

 

As nossas Fichas de Avaliação Outubro 27, 2008

Filed under: Informações — pedromatias19 @ 4:41 pm
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1º Período:

  1. 10 Novembro
  2. 3 Dezembro
 

UMA QUARTA-FEIRA ANTES DE UMA QUINTA-FEIRA

Filed under: Textos — miguelivo @ 4:38 pm
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UMA QUARTA-FEIRA ANTES DE UMA QUINTA-FEIRA

Era Quarta-feira, no próximo dia era Quinta-feira, mas não era uma Quinta qualquer, era feriado, 1 de Maio.
O Parakanz (meu irmão) ia na estrada, eram por volta da 1:00. Regressava do trabalho, vinha tão tarde porque tinha-lhe calhado o turno da noite.
Estava escuro, e ao passar à frente do Oeiras Parque, o amigo que o acompanhava (Snab) viu qualquer coisa a mexer-se dentro de uma caixa.
Snab: – Parakanz! Pára o carro!
Parakanz: – Porquê?
Snab: – Está qualquer coisa ali!
(TRAVÕES DO CARRO)
Snab: – Anda, rápido!
Parakanz: – Estou à tua frente seu orangotango das bermudas!
O Snab abriu a caixa e viu 2 pittbulls bebés!
O Parakanz agarrou neles, e levou-os para casa.
Foi ao quarto do Miguel (eu) e viu que ele ainda não estava a dormir.
Parakanz: – Anda cá ver uma coisa!
Miguel: – Mãe, Pai, o João trouxe dois cães bebés!
Os pais dele foram a correr para ver.
Jorge (pai): – Onde é que os encontraste?
Teresa (mãe): – AHAHAHAHAH! Tirame essas coisas daqui! (esconde-se atrás da porta)
Deram-lhes banho e arranjaram um cantinho quente para eles dormirem a noite.
No dia seguinte acordaram bem cedo, por volta das 8:00 horas para aproveitarem o dia.
Era de noite, e estávamos a escolher os nomes deles.
-A fêmea ficou Bali nome de uma cidade indiana e deusa dos vulcões.
-O macho ficou com 5 nomes, Twix, Bacon, Salame, Roma ou Bubaloo.
No dia seguinte o meu irmão deu o macho, a um amigo dele.
Mas a nossa sorte foi ficarmos com a Bali, que é muito mansa e inteligente, já sabe:

-Sentar
-Deitar
-Dar a Pata
-Dar a outra Pata
-Rastejar (tropa)
-Sentar da posição deitar
-Saltar
-Ladrar quando leva um tiro
Também se sabe que eles afinal não estavam abandonados mas que foram oferecidos por um outro amigo do parakanz.

FIM!!!

 

Composições escritas – Tema livre

Filed under: Textos — ebco @ 3:05 pm

Seguem-se os textos escritos produzidos pelos alunos no dia 22 de Outubro e 2008.

 

Regresso às aulas Setembro 26, 2008

Filed under: Publicidade — ebco @ 7:13 pm

No regresso às aulas, todos os anos é o mesmo. Multiplicam-se as ofertas, por parte das empresas, para os alunos e não é fácil, por vezes resistir! Os preços parecem impossíveis! Atenta no exemplo abaixo:

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Que te parece? Será possível o preço? Acreditas que tudo isto custe 99€? Não? És capaz de nos mostrar o verdadeiro preço, ou o segredo? Fica o desafio. Clica em Comentários e… explica-nos.